Oportunidade Kairós

Oportunidade Kairós
Para quem procura uma oportunidade de negócio. Para quem deseja aumentar o seu rendimento mensal. Para quem deseja um organismo saudável, não perca esta oportunidade única! Venha para uma empresa que acredita em si! ABERTO PARA TODOS OS PAÍSES.

30.11.10

devaneios com Clarice Lispector

"Já escondi um amor com medo de perdê-lo,
Já perdi um amor por escondê-lo...
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo,
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
Já me arrependi por isso...
Já passei noites chorando até pegar no sono,
Já fui dormir tão feliz,
Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...
Já acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem...
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram...
Já passei horas na frente do espelho
Tentando descobrir quem sou,
Já tive tanta certeza de mim,
Ao ponto de querer sumir...
Já menti e me arrependi depois,
Já falei a verdade
E também me arrependi...
Já fingi não dar importância a pessoas que amava,
Para mais tarde chorar quieto em meu canto...
Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
Já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam...
Já tive crises de riso quando não podia...
Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse...
Já gritei quando deveria calar,
Já calei quando deveria gritar...
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros...
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
Já fingi ser o que não sou para desagradar outros...
Já contei piadas e mais piadas sem graça,
Apenas para ver um amigo mais feliz...
Já inventei histórias de final feliz
Para dar esperança a quem precisava...
Já sonhei demais,
Ao ponto de confundir com a realidade...
Já tive medo do escuro,
Hoje no escuro "me acho... me agacho... fico ali"...
Já caí inúmeras vezes
Achando que não iria me reerguer,
Já me reergui inúmeras vezes
Achando que não cairia mais...
Já liguei para quem não queria
Apenas para não ligar para quem realmente queria...
Já corri atrás de um carro,
Por ele levar alguém que eu amava embora.
Já chamei pela mamãe no meio da noite
Fugindo de um pesadelo,
Mas ela não apareceu
E foi um pesadelo maior ainda...
Já chamei pessoas próximas de "amigo"
E descobri que não eram;
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
E sempre foram e serão especiais para mim...
Não me dêem fórmulas certas,
Porque eu não espero acertar sempre...
Não me mostre o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração!...
Não me façam ser o que eu não sou,
Não me convidem a ser igual,
Porque sinceramente sou diferente!...
Não sei amar pela metade,
Não sei viver de mentiras,
Não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre eu mesma,
Mas com certeza não serei a mesma para sempre."


“Gosto dos venenos mais lentos!

Das bebidas mais fortes!

Dos cafés mais amargos!

E os delírios mais loucos.

Você pode ate me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí, eu adoro voar!!

Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre.

Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração.

Não me façam ser quem não sou.

Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente.

Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira.

Não sei voar de pés no chão.

Sou sempre eu mesma, mas com certeza, não serei a mesma pra sempre".

Clarice Lispector

Agradeço a sua visita e não esqueça de comentar.

Sou uma Amiga_do_croche e Você?

24.11.10

Razões pela qual os administrativos da saúde fazem greve

Razões pela qual os administrativos da saúde fazem greve

Os administrativos da saúde nos últimos anos, tal como os restantes trabalhadores da Administração Publica perderam:

ü 8% nas remunerações;

ü Os antigos escalões foram suspensos a partir de finais de Setembro de 2005;

ü Os concursos de promoção deixaram de existir;

ü Várias alterações ao Estatuto de Aposentação originando confusão e incerteza.

Já no corrente ano as medidas previstas no Programa de Estabilidade e Crescimento PEC 2 e PEC 3 agravaram a sua situação laboral, mesmo assim o Governo contemplou novas medidas previstas na proposta de Lei do Orçamento do Estado para 2011 muito gravosas para a população e em particular para os trabalhadores da Administração Pública.

ü Corte nas remunerações acima dos 1 500,00€; (somatório das remunerações)

ü Congelamento de todas as promoções e progressões até ao final de 2011;

ü A contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão é suspensa;

ü Cortes nas prestações complementares, nomeadamente no abono de família;

ü Aumento do desconto de 1% para a Caixa Geral de Aposentações;

ü Aumento do IRS;

ü Congelamento de todas as pensões;

ü Redução da comparticipação pela ADSE;

ü Redução de contratos a termo.

São medidas inaceitáveis para os trabalhadores e trabalhadoras que exercem funções administrativas no Serviço Nacional de Saúde,

Acresce ainda a interrupção unilateral das negociações para celebrar um acordo colectivo de trabalho para os trabalhadores em contrato individual de trabalho que exercem funções nos hospitais EPE,

Estes cortes poderiam ser evitados se fossem concretizadas medidas objectivas nos gastos desnecessários no Ministério da Saúde, nomeadamente:

ü Contratos em número elevado e muito bem pagos com pseudo gestores, assessores, chefias, etc;

ü Aumento injustificado nas despesas de representação, nomeadamente no abuso da frota automóvel, com todos os gastos inerentes á sua utilização particular;

ü Aumento injustificado nas requisições ao exterior dos exames de meios complementares de diagnóstico e terapêutica;

ü Recurso sistemático a contratos de outsourcing, empresas de trabalho temporário, etc.;

ü Má gestão dos SIGIC;

ü Ineficácia na cobrança das taxas moderadoras e seguros;

ü Gastos inúteis em algumas aquisições e obras sem qualquer contrapartida na melhoria dos serviços prestados;

ü Dúvidas nas parcerias Público-Privadas.

Em tempo de PECs. Se o PEC 3 não chegar há uma solução, novo PEC 4 com mais cortes e consequente agravamento das condições de vida dos trabalhadores e da população mais carenciada.

Entretanto a economia emagrece, não gera receita e o país fica mais pobre.

É tempo de os administrativos da saúde exteriorizarem o seu descontentamento e aderirem a todas as formas de luta, mostrando o quanto é errado e ineficaz a política seguida pelo governo.

recebido pelo ASPAS


Agradeço a sua visita e não esqueça de comentar.

Sou uma Amiga_do_croche e Você?

1.11.10

USF Kosmus suspensa… Por falta de mobilidade


http://www.jmfamilia.com/index.php?option=com_content&task=view&id=1243&Itemid=27

USF Kosmus suspensa… Por falta de mobilidade

Escrito por Tiago Reis, em 25-10-2010 18:15


Image

A Unidade de Saúde Familiar Kosmus, a instalar na Parede e integrada no agrupamento de centros de saúde de Cascais, já possui todas as condições para iniciar actividade. O espaço foi renovado (com um custo avaliado de quase meio milhão de euros), o equipamento entregue, os profissionais estão organizados para a missão e há parecer técnico favorável da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, desde Dezembro de 2009. Só falta mesmo... A aprovação da mobilidade de duas médicas que trabalham em Rio de Mouro, sem as quais a unidade não sobrevive. Uma aprovação que teima em não chegar

Nos corredores da Unidade de Saúde Familiar (USF) Kosmus, reina o silêncio e salta a vista um cenário de inércia. Logo ao lado, no centro de saúde, encontramos alguns dos mais de 30 mil utentes sem médico atribuído que recorrem a consultas do dia. Muitos deles já poderiam estar integrados nas listas da Kosmus - que arrancará com um ficheiro global de 8500 utentes -, caso o projecto não estivesse parado e a aguardar pela autorização de mobilidade de duas médicas de família (MF) que actualmente trabalham no Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Algueirão/Rio de Mouro.

A unidade congrega cinco MF (em fase posterior, está planeada a incorporação de mais duas clínicas) e nasceu da vontade de um grupo de ex-internas da especialidade - quase todas formadas no ACES de Cascais, que apresentaram candidatura electrónica em Junho de 2009. A equipa obteve um parecer técnico positivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) em Dezembro do ano passado. Foram gastos perto de 490 mil euros na requalificação de instalações da Parede (com melhorias, não só nas alas a ocupar pela Kosmus, como também na capela adjacente), recebidos equipamentos no valor de 90 mil euros e reunidas todas as condições técnicas, logísticas e humanas para acolher os doentes, a partir de Setembro. Todavia, tal não aconteceu porque a coordenadora, Ana Palma Rosa, e uma outra colega, ainda não receberam aval da ARSLVT para a sua mobilidade (estão ambas vinculadas, após conclusão da especialidade, ao ACES de Algueirão/Rio de Mouro).

Segundo conseguimos apurar, o pedido de mobilidade recebeu, inclusive, parecer negativo por parte do director executivo do ACES de Algueirão/Rio de Mouro, Fernando Santos, com a justificação de que aquela estrutura não poderia dispensar médicos, numa época de enormes carências.

Situação transitória que se prolonga... para além do desejável

A equipa da Kosmus redigiu uma carta conjunta, enviada a 12 de Agosto de 2010 ao conselho directivo da ARSLVT, com conhecimento para o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, respectivos ACES envolvidos e coordenador do Grupo Estratégico para a Reforma dos CSP, missiva na qual se reforçava a importância de se concretizarem as mobilidades dos dois elementos, a bem da população da Parede. Após esta iniciativa, Ana Palma Rosa foi informada pelos serviços da ARS de que o seu pedido de mobilidade (remetido em finais de Junho deste ano) nem sequer chegara ao departamento de recursos humanos, pelo que enviou segunda e posteriormente terceira via do mencionado pedido, a 31 de Agosto e a 2 de Setembro. "Todo este processo me pareceu muito estranho, até surreal", confidenciou a MF ao nosso jornal.

nacional_usf_kosmos_01.jpgDe acordo com Ana Palma Rosa, é "natural que existam pressões por parte das diversas direcções executivas de ACES, no sentido de chamar a si médicos que venham suprir as necessidades de utentes sem médico assistente"... Agora, já é menos compreensível que se coloque em banho-maria um projecto que dará médico a mais de oito mil utentes (que passarão a 11 mil e seiscentos, quando a USF for alvo de alargamento) e que foi desenhado com conta, peso e medida. "No momento em que assinámos contrato - em Julho - e em reunião de apresentação ao director executivo do ACES de Algueirão/Rio de Mouro, expusemos desde logo a nossa intenção de apresentar pedido de mobilidade para a nossa USF, cuja candidatura já fora aprovada", acrescenta a coordenadora. Entretanto, apesar de estar na posse de todos estes elementos, a gestão do ACES de Algueirão foi nos últimos meses constituindo listas para as duas médicas que integram o projecto da Kosmus (listas que atingem as 1400 pessoas), atribuindo-lhes famílias pelas quais não se poderão responsabilizar no futuro. "Quando as pessoas me perguntam se é desta que vão ficar com um MF (neste caso eu), sou-lhes franca e digo-lhes que tenho um pedido de transferência em curso, para um projecto ao qual gostaria de voltar. Quando não perguntam, omito a informação, porque não vale a pena frustrar expectativas", confessa a médica de família.

Dedicação a um sonho com dois anos

Para já e enquanto aguardam pela mobilidade das duas médicas colocadas em Rio de Mouro, as restantes três colegas localizadas na Parede continuam a ver doentes sem médico atribuído. "Estamos colocadas como assistentes de Medicina Geral e Familiar, mas a ver utentes sem médico", lamenta a MF Catarina Castro. A equipa teme também que, em relação aos dois elementos que darão forma ao alargamento da USF Kosmus, mais tarde, se coloquem entraves. Uma dessas MF já viu, aliás, indeferido pedido de mobilidade a partir do ACES Oeste Sul.

Do ponto de vista pessoal, Ana Palma Rosa não esconde o transtorno que toda esta situação lhe provoca, até pelo grau de envolvimento que tem tido com o projecto: "tudo isto me toca de forma muito profunda, porque são dois anos de investimento profissional e, acima de tudo, pessoal. Durante os anos em que a candidatura correu, passei por uma gravidez e por uma licença de maternidade. Andei com a criança ao colo pelas reuniões e trazia-a até para as vistorias de obra. Enquanto coordenadora - e apesar de estar longe da Parede e dos acontecimentos - continuo a envolver-me o mais que posso".

O compromisso da equipa da Kosmus com o seu projecto não está, todavia, em causa. De tal forma que, quando as estruturas da ARSLVT sugeriram uma contra-proposta ao grupo (que passava por abrir a USF em Rio de Mouro, onde encontraria viabilidade instantânea), as médicas da Kosmus recusaram a alternativa. "Fomos, sempre, fiéis ao desafio inicial. Mesmo quando surgiram contrariedades e quando cada uma de nós recebeu convites para aderir a outras USF", conclui Ana Palma Rosa.

ARS aceitará mobilidades, uma vez instalado contingente estrangeiro de reforço

Contactado pelo Médico de Família, o vice-presidente da ARSLVT, Luís Afonso, reconheceu estar ao corrente da situação vivida na Kosmus, afirmando que os problemas relatados devem ser lidos num contexto mais amplo: "a carência de médicos que a ARSLVT atravessa não permite fazer as mobilidades livremente, como eu gostaria de as fazer. As duas médicas em causa foram colocadas num ACES (Algueirão/Rio de Mouro) em que existe um total de sete médicos a solicitar no presente mobilidade para a Parede, Colares, Cacém ou Amadora. Ou seja, embora estejamos totalmente empenhados na reforma e na abertura de novas USF, o conselho directivo não pode deixar cair as UCSP, desfalcar serviços. É preciso recordar que, a determinado momento, não tínhamos um único médico do quadro na instituição de Rio de Mouro e que é necessário proteger aquela população". O dirigente assegura que as dificuldades relacionadas com a escassez de MF na região de Lisboa são conhecidas de Manuel Pizarro e de Ana Jorge e que o Ministério da Saúde poderá contornar parte do problema a breve trecho, através de um apoio externo: "estamos a aguardar que cheguem a Portugal médicos recrutados no estrangeiro. A nossa expectativa é que possam ser integrados já em Novembro. Segue-se um breve período, de uma ou duas semanas, para passagem de serviço e processos de integração local. Logo após essa etapa, daremos seguimento imediato às mobilidades de médicos que vão constituir novas USF ou completar unidades já existentes. Ou seja, não há dúvidas de que a Kosmus será uma realidade!".

Luís Afonso explica que o elevado número de pedidos de aposentação verificados na ARSLVT, entre Julho de 2009 e de 2010, está na origem de muitas das actuais dificuldades: "o conjunto de profissionais que estão em carteira para serem aposentados não se compadece com o meu desejo, natural, de abrir mais USF. Neste momento, tenho de gerir meios escassos, de forma a conseguir dar equilíbrio aos diversos pontos da Região de Saúde. É preciso também entender que estamos a falar de um ACES (Cascais) onde já existe um número substancial de USF, facto que dá alguma protecção à população residente".

Agradeço a sua visita e não esqueça de comentar.

Sou uma Amiga_do_croche e Você?